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SKOL levou Corpo Positivo para três capitais neste Carnaval

Ação aconteceu em Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo com modelos cis e trans que valorizaram todos os corpos, independente de padrões de beleza

“Eu sei tocar harpa, cantar, sou bailarina, enfim, sei fazer muita coisa, mas as pessoas olham para o meu corpo e só veem aquela imagem caricata de uma transexual. Por isso, trazer esse assunto para debate é muito importante”.  Essa frase é de Lázara dos Anjos Silva, 25 anos, bailarina e mulher trans. A mineira e outros oito modelos se sentiram valorizados como nunca neste carnaval pela ação SKOL Corpo Positivo.

Primeiro em São Paulo e depois em Belo Horizonte e Porto Alegre, SKOL convidou mulheres e homens, altos, baixos, gordos e magros, a aceitarem suas formas e falarem sobre o tema de maneira franca, no projeto SKOL Corpo Positivo. Um movimento que conversou com a campanha de verão de SKOL e a mensagem “Tá redondo, Tá Junto”, que celebra a diversidade e reforça que é melhor se juntar a segregar.

Durante Carnaval, SKOL levou para as ruas das três capitais a ação inspirada no movimento homônimo, que vem da expressão em inglês Body Positive. A iniciativa teve curadoria da jornalista Flavia Durante, porta voz do movimento plus size, e estimulou as pessoas a aceitaram todos os corpos independente de padrões preestabelecidos. O artista curitibano Douglas Reder, de 25 anos, foi o responsável pelas pinturas nos corpos dos modelos e das centenas de pessoas que estiveram nos espaços de SKOL nas três cidades para pintar seus corpos também.

No início da ação, em São Paulo, quatro modelos plus size participaram de ensaio fotográfico para celebrar seus corpos. Uma delas foi Genize Ribeiro, 26 anos, que desde que desenvolveu seu TCC na faculdade de jornalismo sobre gordofobia participa de eventos e conversas para ampliar o debate sobre o tema. Quem também participou foi o DJ Gabriel Seabra, 29 anos, que participou da ação SKOLORS que celebrava a diversidade dos tons de pele em latas comemorativas e encontrou em São Paulo um lugar para se descobrir seu gênero e seu corpo; e a arquiteta urbanista Magô Tonhon, 31 anos, mulher trans que sempre sentiu a pressão das pessoas que a viam como um menino e queriam que ela se visse da mesma forma.

A professora e atriz Érika Theodoro, de 37 anos, esteve nas três cidades e contou com uma dose de autoconhecimento (e ajuda de SKOL) no processo de aceitação do corpo. Ela participou, de biquíni, da campanha de verão de 2017 e considera o momento como fundamental nessa nova fase da sua vida.

“Eu vinha passando por um processo desde 2013, aceitando meu cabelo crespo e meu corpo e tentando entender quem eu realmente era. Quando a campanha aconteceu tudo foi construtivo, até mesmo os haters. Mesmo as críticas das pessoas que questionavam uma mulher negra e gorda”, disse ela

“Quando valorizamos e celebramos o diverso e a autoestima de todos, mais conexões verdadeiras são possíveis e é isso que transmitimos em todas nossas conversas para o verão deste ano e que buscamos com o ensaio e a ação. Desde que fizemos a pesquisa SKOL Diálogos, no ano passado, ficamos muito impressionados que em um país tão plural, exista um preconceito massivo contra algo tão natural e que diz respeito somente ao outro e queríamos fazer algo a respeito”, afirma Maria Fernanda Albuquerque, diretora de Marketing de SKOL.

A pesquisa, realizada pelo IBOPE Inteligência em setembro de 2017, mostrou que, ainda que velada, a gordofobia está presente na rotina de 92% dos brasileiros. Apesar do alto número, apenas 10% daqueles que se declaram preconceituosos assumem que são gordofóbicos.

Fonte: In Press Porter Novelli