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No Carnaval, SKOL propõe discussão sobre corpo e autoestima com modelos que já participaram de suas campanhas

Com curadoria da jornalista Flávia Durante, protagonista do movimento Plus Size, SKOL leva artista para as ruas no Carnaval e colore público para celebrar a pluralidade e beleza dos corpos diversos

Quatro modelos. Quatro histórias. Para alguns, eles estão fora do padrão. Mas que padrão? O Carnaval, mais do que em qualquer outra época do ano, é tempo de ser livre. Pensando nisso, SKOL leva para a rua uma ação que rompe padrões e valoriza todos os corpos com ajuda de quatro pessoas que lidaram com o preconceito e agora encaram a vida de forma positiva.

SKOL Corpo Positivo é inspirada no movimento homônimo, que vem da expressão em inglês Body Positive, que estimula pessoas do mundo todo, de todos os corpos, altos, baixos, gordos e magros, a aceitarem suas formas e falarem sobre o tema de maneira franca. Um movimento que conversa exatamente com a campanha de verão de SKOL e a mensagem “Tá redondo, Tá Junto”, que celebra a diversidade e reforça que é melhor se juntar a segregar.

A ação contribui também para derrubar o mito do corpo perfeito e também a combater a gordofobia, um preconceito ainda pouco conhecido, mas que está muito presente do dia a dia do brasileiro.

“Quando valorizamos e celebramos o diverso e a autoestima de todos, mais conexões verdadeiras são possíveis e é isso que transmitimos em todas nossas conversas para o verão deste ano e que buscamos com o ensaio e a ação. Desde que fizemos a pesquisa SKOL Diálogos, no ano passado, ficamos muito impressionados que em um país tão plural, exista um preconceito massivo contra algo tão natural e que diz respeito somente ao outro e queríamos fazer algo a respeito”, afirma Maria Fernanda Albuquerque, diretora de Marketing de SKOL.

A pesquisa, realizada pelo IBOPE Inteligência em setembro de 2017, mostrou que, ainda que velada, a gordofobia está presente na rotina de 92% dos brasileiros. Apesar do alto número, apenas 10% daqueles que se declaram preconceituosos assumem que são gordofóbicos.

Diante deste cenário, o artista curitibano Douglas Reder foi incumbido de representar, em cada um dos modelos, a história de aceitação e orgulho de seus corpos. Desde o ano passado, ele toca, com o irmão Vantees, também artista, o projeto Entretes, que busca encontrar a beleza e a essência dos diversos corpos por meio da pintura corporal e outras experimentações. “É a primeira vez que pinto modelos tão diversos e está sendo uma experiência de conexão incrível com seus corpos e histórias”, afirma o curitibano. Para ele, o Carnaval é quando todos estão mais soltos e abertos a ter mais diálogo. “É uma época de mais liberdade e aceitação, perfeita para falarmos e inspirarmos mais pessoas”, finaliza.

Em seu processo de aceitação, a professora e atriz Érika Theodoro, de 37 anos, contou com uma dose de autoconhecimento e ajuda de SKOL. Ela participou, de biquíni, da campanha de verão de 2017. “Eu vinha passando por um processo desde 2013, aceitando meu cabelo crespo e meu corpo e tentando entender quem eu realmente era. Quando a campanha aconteceu tudo foi construtivo, até mesmo os haters. Mesmo as críticas das pessoas que questionavam uma mulher negra e gorda na campanha não me atingiram e, com isso, entendi que estava no caminho certo, havia me encontrado como mulher e sentia orgulho disso”, conta Érika.

Junto com Érika, outros três modelos foram indicados por Flávia Durante para comporem a ação: a modelo plus size Genize Ribeiro, 26 anos, que desde que desenvolveu seu TCC na faculdade de jornalismo sobre gordofobia participa de eventos e conversas para ampliar o debate sobre o tema; o DJ Gabriel Seabra, 29 anos, que participou da ação SKOLORS que celebrava a diversidade dos tons de pele em latas comemorativas e encontrou em São Paulo um lugar para se descobrir seu gênero e seu corpo; e a arquiteta urbanista Magô Tonhon, 31 anos, mulher trans que sempre sentiu a pressão das pessoas que a viam como um menino e queriam que ela se visse da mesma forma.

No projeto, Flávia Durante, exercitou seu olhar natural para a diversidade e comemora que cada vez mais marcas estejam falando sobre este tema. “É preciso reforçar que essas pessoas, até então esquecidas, consomem também carros, móveis, serviços bancários… É preciso ser diverso, um lugar apenas com gente igual é chato. Incluir todo tipo de gente traz a diversão”, finaliza.

Neste sábado, entre 14h e 16h, o artista Douglas Reder, estará na Estação SKOL, espaço da cerveja no Largo da Batata, em São Paulo, para pintar pessoas voluntárias que queiram celebrar seus corpos.

Crédito das fotos: Murillo Mendes/SKOL

Fonte: In Press Porter Novelli